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A Associação Brasileira de Geração Flexível – Abragef sucedeu, em 22 de setembro de 2004, à Associação Brasileira dos Produtores de Energia Emergencial – ABPEE, constituída em 1º de agosto de 2002. É integrada por empresas e entidades em geral que tenham como objeto de ação ou de seu interesse a geração térmica flexível de energia elétrica.

A Abragef tem, entre outros, o objetivo de congregar os produtores térmicos flexíveis, empresários, fabricantes de equipamentos, produtores e fornecedores de combustíveis, agentes financiadores, prestadores de serviço nas áreas técnica, jurídica ou fiscal e entidades ligadas ao setor elétrico, em especial à geração flexível de energia. Promove o intercâmbio de informações e atuação articulada na defesa de interesses comuns. Representa seus associados perante os poderes públicos, órgãos e instituições nacionais e internacionais públicos ou privados.

Durante o racionamento de energia elétrica no Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte, ocorrido entre junho de 2001 e fevereiro de 2002, foram concebidos e implementados diversos programas para o reequilíbrio da relação entre a oferta e a demanda de energia elétrica. Um destes programas foi o de aumento da oferta no curto prazo, por meio de usinas emergenciais.

Segundo levantamentos realizados, a necessidade apontada para o Brasil, pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico - ONS, era inicialmente estimada em 4.000 MW. Esta potência foi posteriormente reavaliada para 2.150 MW.

Foram implantadas efetivamente - e em tempo recorde - 54 usinas, totalizando 1.850 MW, dos quais cerca de 1.500 MW estavam localizados no Nordeste.

As plantas emergenciais proporcionaram notáveis benefícios à operação do Sistema Interligado Nacional - SIN. Possibilitaram a antecipação do final do racionamento e a operação confiável do sistema eletro-energético do Nordeste a partir de fevereiro de 2002. No final de 2003, evitou novo racionamento nessa mesma região.

Com o encerramento dos contratos das térmicas emergenciais com a Comercializadora Brasileira de Energia Emergencial - CBEE, as usinas termelétricas flexíveis passaram a atuar nos termos do novo modelo do setor elétrico. Participaram de todos os leilões de energia nova, preconizados pelo marco regulatório em vigor. Várias unidades geradoras originárias do programa emergencial foram contempladas e contratadas. Atualmente, encontram-se em operação ou em fase de implantação cerca de 4.000 MW no âmbito do SIN. Assim, a capacidade instalada em geração flexível no SIN foi mais do que duplicada, a partir de 2005.

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Associação Brasileira de Geração Flexível